Um conceito acessível para todos

A blogueira Juliana Franco visitou a KidZania na companhia mais que especial da Lucia Helena, de 10 anos e que é uma verdadeira guerreira, já tendo passado por diversas cirurgias para conseguir andar.

 

 

Respire fundo, abra seus olhos e mente, abstraia qualquer PRÉ conceito e esqueça o fatores materiais, me acompanhe nessa experiência que rendeu conteúdo para um livro e não apenas para uma singela publicação.

Quando encontrei esse conceito encravado desde dezembro de 2014 no coração de São Paulo dentro do Shopping Eldorado, corri na internet para entender o que acontecia dentro da KidZania… E no Final do Ano em conversa com uma prima que tem duas princesas uma de 10 e outra de 8 anos tive a ideia de proporcionar a elas essa experiência, isso por que Joana tem apenas 1 ano e não desfrutaria da Magia Real que tem nesse lugar.

O mais legal é que a Lucia Helena de 10 anos que já passou por várias cirurgias para conseguir andar, um verdadeiro exemplo de superação ficou super empolgada mesmo sem saber se o local oferecia estrutura para ela, corajosa e criança do tipo louca para conhecer uma novidade.

Quando contatei a Kidzania fui prontamente atendida e logo abraçaram a ideia da Mãe da Joana em proporcionar essa vivência para as meninas e permitir que eu explorasse a estrutura de acessibilidade da Mini Cidade. Que delicia de surpresa quando recebida gentilmente e pontualmente por Lucio Medina Gerente de Comunicação do parque que mostrou carinho, amor e conhecimento ainda no Check-in, sim um aeroporto com balcão e recepcionistas uniformizados, além de um bico de aeronave em proporções reais nos remetendo a esse universo mágico.

É necessário ressaltar a receptividade dos profissionais da Kidzania, cada pessoa envolvida nesse conceito estava feliz em ali estar e receber nossos filhos, eles sabiam o que estavam fazendo e estavam fazendo com perfeição. Preciso desmistificar que o parque é influência negativa para as crianças, mesmo por que chamar de parque já é um equívoco na minha opinião…

Essa cidade cenográfica tem suas atividades patrocinadas por marcas do cotidiano que facilitam o entendimento dos pequenos, e lógico remete os pais presentes a simpatia, as marcas presentes interferem muito mais nos pais, que nas crianças brincando… Pergunte a elas o que fizeram e irá ouvir: fui médico, fui bombeiro, salvei uma vida, fotografei, cozinhei e etc. Elas não prestam atenção na MARCA presente na faixada das atividades, mas sim na vivência que com certeza, se não influenciar na escolha da profissão no mínimo será uma das lembranças mais incríveis de infância!

Meu olhar estava direcionado ao fator acessibilidade para portadores de necessidades especiais, no caso da Lucia Helena a guerreira fã da vida, precisávamos de um apoio diante do cansaço dela. A Kidzania é plana, todas as atividades têm portas largas que permitem acesso de cadeiras de roda que foi disponibilizada mas não utilizada por que a diversão foi tanta que a força infantil prevaleceu e nada impediu a diversão nem por um segundo.

Bancos espalhados pela cidadezinha foram base para descanso em quanto a próxima atividade era aguardada… Elevador e Piso Tátil faz parte da Kidzania, banheiro para deficiente, base para trocar os bebês e espaço para os pais, transformam 5 horas de diversão e vivência em segundos para as crianças que se envolvem em uma rotina real onde ganhar para gastar ensina educação financeira sem teoria e sim na prática.

Uma criança de 4 anos entende que precisa “trabalhar”, para “ganhar” e aí sim “gastar” e fica toda orgulhosa de si mesma ao mostrar rapidamente para o Papai ou para a Mamãe uma caricatura super legal adquirida em uma galeria com seu Kidzo “dinheirinho local” e logo correr para a próxima experiência que pode ser um trabalho na UNICEF www.unicef.org.br por exemplo ou em um centro cirúrgico. Que tal resgatar na ambulância um coleguinha acidentado ou apagar um incêndio no hotel da Cidade?

Tudo isso e muito mais acontece dentro desse mundo infantil, onde toda e qualquer criança independente de sua condição é recebida e participa ativamente das atividades.

Preciso de mais um capítulo para contar que a comida e o suco são produção da própria criança com seu próprio Kidzo e que existem ambientes incríveis para os bebês, que não são o foco do parque mas podem acompanhar os irmãos mais velhos tranquilamente nessa experiência.

Presenciar o brilho no olhar da Laura de 8 anos e da Lucia de 10 anos valeria um milhão de reais, mas falar do brilho no olhar de uma criança em um parque feito para ela é fácil e esperado, preciso falar no brilho nos olhos dos pais que tem espaço exclusivo com café delicioso, carregador de celular e poltronas confortáveis.

Ainda no capítulo acessibilidade e qualidade, mais uma vez parabenizo a Kidzania por treinar seus profissionais a inserir todas as crianças em todas atividades, independentemente de suas características físicas individuais promovendo a socialização entre elas.

Com amor.