Superdotados

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Curiosidade, alto grau de criatividade, facilidade e rapidez para aprender são características de pessoas superdotadas ou portadores de altas habilidades. Em geral, as crianças com habilidades acima da média manifestam as diferenças ainda na idade pré-escolar. No entanto, nem sempre os sinais ou características apresentadas tendem a acompanhá-las até a fase adulta.

Diferentemente de uma competência que pode ser adquirida com o tempo, o fato de um indivíduo ter Altas Habilidades é entendido como uma aptidão nata, ou seja, a criança já nasce superdotada. Apesar de ter traços genéticos nesse talento, quem é superdotado precisa desenvolver-se em um ambiente que possibilite condições para exercer essas capacidades de forma adequada.

O fato de um indivíduo ser superdotado não significa que ele é perito em todas as áreas. A habilidade pode ser geral ou específica para determinado campo do conhecimento. Uma pessoa pode apresentar uma eficiência muito grande na área de exatas, mas não ter a mesma habilidade com a linguagem.

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O que é a superdotação?

Uma pesquisa realizada pelo National Institute of Mental Health (NIMH), nos Estados Unidos, mostrou que existem algumas diferenças no amadurecimento cerebral de crianças com Quociente Intelectual (QI) elevado. O estudo mostrou que o córtex cerebral dessas crianças atingia sua espessura máxima mais tarde do que a média, e a maturação ocorria de uma forma bem mais rápida. O córtex é a parte do cérebro responsável pelas funções mais complexas, como planejamento, organização e controle.

Os dados da pesquisa podem explicar a facilidade dos superdotados de resolver problemas de grande complexidade. No entanto, outras características são atribuídas a um indivíduo com altas habilidades, a saber:

– Facilidade de concentração;

– Autonomia;

– Interesse por áreas e tópicos diversos;

– Iniciativa e liderança;

– Vocabulário avançado e riqueza de expressão verbal;

– Habilidade para considerar pontos de vistas de outras pessoas e perceber a discrepância entre ideias;

– Facilidade de interagir com crianças mais velhas ou com adultos;

– Interesse por livros;

– Criação de meios pessoais para resolução de problemas.

Mesmo com muitas pesquisas na área, a ciência ainda não encontrou outro meio de diagnosticar as altas habilidades, a não ser por um conjunto de características que, mesmo não sendo comuns a todas as pessoas superdotadas, ajudam a identificar o fenômeno. Ainda não há consenso sobre esses casos. Desse modo, a superdotação adquire sentidos diferentes conforme o cenário cultural em que o indivíduo está inserido.

O que existe e é amplamente utilizado por psicólogos da área educacional é o teste de QI, que mede o grau das habilidades de uma pessoa. Trata-se de um conjunto de tarefas e problemas que precisam ser resolvidos, e cada acerto é contabilizado como ponto e, ao final, é atribuída uma nota. A média geral para esse tipo de teste é 100 pontos, aproximadamente, ou seja, as pessoas que alcançam um QI acima desse grau podem ser consideradas superdotadas.

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Desenvolvimento

Apesar de apresentar facilidade no processo de aprendizado, uma criança com altas habilidades precisa de um acompanhamento específico durante a idade escolar, pois boa parte dos superdotados apresenta dificuldades de convivência. É comum que essas pessoas priorizem relacionar-se apenas com os mais velhos e pode ocorrer também o desencadeamento do medo da não aceitação social, sintomas de ansiedade, solidão e, até mesmo, depressão.

Especialistas afirmam que é importante que os pais de crianças com altas habilidades discutam a questão com o filho de forma clara e sincera. É preciso também incentivar e apoiar a convivência com outras pessoas, principalmente da mesma idade.

 

Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/psicologia/superdotado.htm